Operação da PF em 4 estados investiga desvio de dinheiro de emendas parlamentares
Segundo as investigações, por meio de contratos fraudulentos, obras eram superfaturadas e algumas nem chegavam a ser realizadas. O dinheiro era lavado em empr...

Segundo as investigações, por meio de contratos fraudulentos, obras eram superfaturadas e algumas nem chegavam a ser realizadas. O dinheiro era lavado em empresas de fachada. Nunes Marques manda afastar secretário de Educação de Belo Horizonte O STF - Supremo Tribunal Federal autorizou uma nova operação para investigar desvio de dinheiro de emendas parlamentares. A Polícia Federal cumpriu mandados em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e Aracaju. Entre os dez alvos da operação desta quinta-feira (3), autorizada pelo ministro do STF Kassio Nunes Marques, cinco foram presos na primeira fase da Overclean, em dezembro de 2024, mas respondem em liberdade. Um deles é o empresário Marcos Moura, conhecido na Bahia como Rei do Lixo, que atua no setor de limpeza urbana. Outro alvo é o empresário Alex Rezende Parente, que antes de ser preso em dezembro, tinha sido flagrado quando desembarcava em Brasília com R$ 1,5 milhão em uma mala. Operação da PF em 4 estados investiga desvio de dinheiro de emendas parlamentares Jornal Nacional/ Reprodução Segundo as investigações, a organização criminosa desviava dinheiro de emendas parlamentares destinadas a prefeituras e ao DNOCS, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Por meio de contratos fraudulentos, obras eram superfaturadas e algumas nem chegavam a ser realizadas. O dinheiro era lavado em empresas de fachada. A Polícia Federal calcula que o esquema movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão de 2020 para cá. Outro alvo da operação é o secretário de Educação de Belo Horizonte, afastado nesta quinta-feira (3) do cargo pelo ministro Kassio Nunes Marques. A Polícia Federal fez buscas em endereços de Bruno Barral na capital mineira e em Salvador, onde ele também foi secretário de Educação. Na casa dele em Salvador, os agentes apreenderam R$ 120 mil em dinheiro, incluindo quantias em euro e dólar, joias e um relógio de luxo. De acordo com a Polícia Federal, Bruno Barral atuava nos interesses da organização criminosa e trabalhou para ampliar as ações para Belo Horizonte, evidenciando que o esquema era estruturado para se infiltrar nas administrações municipais, se apropriando de recursos públicos. O Jornal Nacional não teve retorno da defesa de Bruno Barral. A Prefeitura de Belo Horizonte informou que cumpriu a decisão do STF de afastar o secretário e que o processo está relacionado a atos na Prefeitura de Salvador. A Prefeitura de Salvador afirmou que não é alvo da operação. A defesa de Alex Parente disse que não teve acesso à decisão e que não é possível fazer qualquer comentário neste momento. O Jornal Nacional não conseguiu contato com a defesa de Marcos Moura. LEIA TAMBÉM PF faz novas buscas na casa do 'Rei do Lixo', em Salvador, em apuração sobre desvio de emendas PF cumpre mandados contra grupo suspeito de desvios milionários em recursos públicos